Corações Para o Banquete
É Hora do Conto, e me inspirei no próprio blog em que escrevo. O post Cotidiano Invisível, feito pelo Christian, me serviu de inspiração.
Essa breve reflexão foi a grande autora do texto que vim compartilhar hoje, e espero que ele ajude a você refletir sobre esse assunto tão delicado presente em nosso cotidiano mais que visível.
De mãos calejadas brota a esperança, dia após dia. Com rugas profundas no rosto, de um sol que castiga, de pés rachados, de sonhos vindos do céu. Milagres!
Mãos que sonham em afagar o rosto sensível sem causar espanto nem dor.
Que apresentam troféus de cicatrizes, e com orgulho mostram sua honestidade cravada nos músculos desenhados de pesados fardos. Já sentiu em sua boca o sabor do lixo? Óh vida, estranha e singular vida. Onde está o seu plural?
Nos pés descalços? No profundo olhar, tão faminto olhar?
Talvez nas feridas dos joelhos que clamam aos céus. Ainda nos resta esse afago, mesmo sentindo esse amargo na garganta, ainda estamos vivos.
Dificultoso é o adormecer, mas esperançoso. Os sonhos não nos avisam de suas visitas e todos os dias nossos corações estão como mesas preparadas para o banquete.
A fome é mais do que real.
A Solidariedade nunca foi um crime, nunca ninguém sofreu por ajudar outra pessoa. Pessoa sim, vale lembrar que mesmo morando na rua, se alimentando daquilo que muitas vezes você jogou fora e procurando qualquer espaço coberto onde possa sentir menos frio, o morador de rua é uma pessoa, um ser humano tão humano quanto eu e você.
São dos pés que andam descalço no asfalto quente, e dos olhos sem vida que brota no coração uma única gota de esperança. Toda noite quando se deita no chão frio, da cabeça vazia é que se brota um sonho.
Corações para o banquete, corações são vidas e a fome é mais do que real na vida de quem come a cada três horas, e principalmente na vida daquele que não lembra a última vez que comeu.
Eu refleti, e passei isso até você que está lendo o post de hoje. Que seus olhos e seu coração se comovam ao ver um morador de rua, e não que se acostumem com essa triste história.
Postagem feita por Jeferson F. Quimentoni












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