Xô Preconceito

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Muita gente vive em Londrina por muito tempo, roda todos os dias o centro da cidade e poucas vezes percebem a arte que encontramos no calçadão.


Com matérias simples e muito esforço, além de criatividade, encontramos várias pessoas com seu trabalho, um pouco diferente dos outros. Não existe um chefe, não existem horários, mas nem tudo é um mar de rosas. Apesar das dificuldades de rua e de todas as financeiras, os hippies e artesões sabem como lidar com essas situações.


O Projeto Olhar, com a mania de olhar para todos os lados e ângulos, hoje resolveu parar e conversar com esses artistas natos.

O princípio da arte são os materiais, que Ana, artesã de 28 anos e formada em Educação Artística, busca uma vez ao ano e dependo do fluxo de vendas, até duas vezes ao ano, em São Paulo.

Conversando com outros artistas, encontramos o conhecido Cambé, que já segue essa vida a mais de dez anos e nos diz que sua maior dificuldade nesse caminho é contra os policiais, fuleiros e a fiscalização. Esses, na maioria das vezes deixam de lado o direito de expressão artística nas ruas e acabam por “culpar” pessoas como a Ana e o Cambé.


Além de todas essas dificuldades, ainda existem as pessoas da nossa sociedade que também não valorizam esse tipo de arte. Mas que deviam apreciar mais o caimento das penas, os nós dos cordões e as cores das tintas. As letras entalhadas, e arames dobrados podem virar objetos decorativos de muito bom gosto.

Mas acima de toda a arte, vale avaliar e considerar as histórias de vida e todo o esforço de cada um deles.

Além de todas essas informações, ainda temos mais um recado, diretamente de Ana para quem ainda vive no mesmo caminho do preconceito.


O Projeto Olhar não resistiu aos cordões coloridos de Cambé, e ficou com um como recordação dessa incrível matéria.


Hoje, não pedimos que você, leitor, vá até cada um deles e compre algo ou pare para escutá-los. Apenas pedimos que todas as vezes em que você estiver andando pelo calçadão e por toda a cidade, tenha olhos artísticos para todas as coisas.

De preconceito o mundo está cheio, agora precisamos de mais amor e reconhecimento. 

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