Marcha das Vadias

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Pelo bem da sociedade, pelo fim do machismo, violências e falta de respeito, fomos marchar.


Hoje convidamos os leitores do Projeto Olhar para conferir os momentos que rolaram na Marcha das Vadias, um evento que se tornou marcante em nossa cidade.

Nesse sábado (09/08) saímos as ruas, com todas as “vadias”, marchando e gritando em um só coro para que a voz das mulheres também sejam ouvidas por todos e que isso não faça delas mais ou menos que alguém.



Em meados de 2012 aconteceu a primeira edição da marcha, que mobilizou inúmeros manifestantes em busca de seus direitos.

O motivo? É um tanto quanto claro. Como continuar vivendo em um sociedade onde o machismo está presente onde menos imaginamos? Essas mulheres desejam apenas serem ouvidas, desejam apenas uma situação de igualdade e equilíbrio na sociedade em que vivem.



É extremamente vergonhoso viver em um país onde pronunciamos que a liberdade é algo pleno quando na verdade aquilo que chamamos de liberdade nos aprisiona dentro dos limites impostos pela sociedade.

Marchamos sim, tomamos as dores sim, somos publicamente à favor de uma sociedade sem machismo ou algo do gênero.



Aderimos a essa marcha para dizer e manifestar nossa opinião sobre o assunto, dizer o quão inacreditável é saber que existem pessoas que acham que uma mulher tem culpa de ser estuprada pela roupa que traja ou por estar embriagada.

Por esses e muitos outros motivos fomos conhecer a marcha, que tem como foco o fim da violência contra mulher, o fim da desigualdade e também o fim da homofobia, afinal nenhum ser humano nasce machista ou homofóbico.



O tema escolhido para focar nesse ano é “O machismo mata”, e sem sombra de dúvidas o machismo mata, a falta de respeito também, outra coisa que mata são mulheres que não lutam pelas próprias mulheres.

Aqui encontramos homens que lutam pelas suas mulheres e filhas, namorados que lutam por suas namoradas, crianças que acompanham desde cedo a busca por direitos iguais, homossexuais que lutam pelo fim do preconceito e mulheres que por anos da história passaram caladas e que dessa vez resolveram gritar.



O machismo pode matar, mas se depender dessa manifestação, matará muito menos.


Fotos: Nat Galvão

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