O Último Banco
Iniciamos mais uma viagem, dessa vez de volta para casa.
Mais comum do que a própria respiração, pegamos nosso ônibus e partimos em
mais uma aventura, tentar escrever em lugares improváveis.
Incrivelmente pegamos um caderno, lapiseira e começamos a escrever esse
texto que você lê em nossa viagem de volta.
Ônibus lotado que se esvazia pouco a pouco, cheio de meninos suados e cansados, até nós. Depois de andar
e andar já estávamos prestes a desistir de escrever, mas continuamos.
Confesso que é um tanto quanto complicado escrever em movimento. A letra não sai tão bonita, na verdade não sai nada bonita, é simplesmente um garrancho.
É claro que não é normal encontrar pessoas fotografando o ônibus, afinal é o
ônibus, mas como nossa missão é registrar cada momento, não podemos deixar de
fazer um selfie no "busão".
É incrível a capacidade de imaginar cada história dentro do ônibus, desde o estudante voltando de sua aula, os funcionários voltando de suas empresas, e até os barracos que inúmeras vezes acontecem.
Mas posso garantir que a melhor hora é a de apertar o botão, ver a luz vermelha indicando parada solicitada e aguardar a porta se abrir. Afinal nada como ter a sensação de liberdade, fora daquela Mercedes amarela, esbarrando em cada buraco, sem ao menos tomar cuidado.
“O ônibus já faz parte da minha rotina, porem cada dia tenho uma história diferente, por esses dias recebi um convite no facebook de um cara que me via sempre no ônibus, chegou a ser inacreditável. Hoje a história foi outra, realmente é complicado tirar foto do ônibus, ainda mais quando ele anda tão rápido, que parece que só vai chegar com as rodas no ponto que você vai descer”. PALHARINI, Desirée.
“Ônibus não é meu forte, mas não posso fazer nada se é meu meio de locomoção. Tenho muitas histórias naquele negócio amarelo que anda pelas ruas da cidade, desde acontecimentos que me deixaram com medo, até coisas que me fizeram rir plenamente, como uma mulher voando do banco para o chão, coisas que me marcaram e fazem eu querer andar ainda mais de ônibus, brincadeira”. SOUZA, Wellington.
Assim como nós temos nossas histórias, acredito que você tenha a sua, hilária, triste, engraçada ou qualquer história interessante. Conte para nós, envie um email para olharprojeto@gmail.com e conte-nos sobre seus passeios de ônibus.
Eles podem virar post aqui no blog.











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